Folclore e Cultura de Boa Vista
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As manifestações folclóricas habitualmente nascem no seio de uma comunidade ou são oriundas de outras plagas que, circulando no meio do povo são por este aceitas, adaptadas e assimiladas como sua, tornando-se imemoriais.
Em termos de cultura folclórica Roraimense, não se pode fugir da análise dos elementos formadores básicos: Indígena, luso e Nordestino, que deram estrutura aos mitos e lendas, danças, folguedos, crenças, etc...
A cultura portuguesa e nordestina aqui introduzida pelos colonizadores desde o século XVIII, especialmente a última, teve grande influência nos costumes, no linguajar e em todas as demais manifestações culturais do povo. De modo que o folclore nordestino, com algumas variantes, naturalmente.
É válido acrescentar que, embora os nossos usos e costumes sejam o mesmo da Amazônia e semelhantes aos do Nordeste, constata-se porém a existência de certas peculiaridades que são próprias da região.
Houve época em que as gerações mais antigas de Roraima, cultivavam com cuidado as tradições folclóricas através da promoção de festas, cultos populares, saraus e folguedos infantis que além de serem meio espontâneo para a distração, serviam também para manter vivas as tradições da terra.
As festas religiosas, eram os grandes eventos da época, especialmente as novenas de N.S do Carmo e de São Sebastião e por conseqüência os arraiais: muito prestigiados por toda população. No encerramento, um verdadeiro testemunho de fé: O povo inteiro rezando fervorosas preces, acompanhavam o andor enfeitado de flores e rodeado de crianças vestidas de anjos. Os pagadores de promessas se apresentavam descalços, maltrapilhos, com potes e pedras sobre a cabeça, com velas acesas, ou trajando as vestes de um santo, geralmente São Sebastião.
Na quadra junina a pequena cidade tomava um ar festivo, se ornamentava para homenagear os santos do mês. Eram noites iluminadas por imensas fogueiras, com fogos de artifício cruzando o céu numa profusão de cores e de luz. Noites de milho verde , de canjica, pé-de-moleque, batata doce e mungunzá. Noites de adivinhações, de passar de compadre ao redor da fogueira. Noites de sanfoneiro, de dança de chote e quadrilha. Noites de boi-bumbá com vaqueiros e índios enfeitados e com suas figuras folclóricas: Catirina e Cazumbá. Noites de festas, de riso, de alegria contagiante.
Em Boa Vista são tradicionais as festas juninas com arraiais e as disputas das quadrilhas, em que os grupos, todos vestidos com roupas típicas, apresentam suas danças com coreografia retratando as festas do interior e histórias que relatam desde a conquista das damas pelo cavalheiro até o casamento, sempre mostrando o lado humorístico. Nos arraiais temos as comidas típicas como tacacá, paçoca, tapioca etc., e os jogos e brincadeiras como subir no pau de sebo e pescarias











