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História de Maceió





Os índios Tupis, maravilhados com os fenômenos da natureza que aqui ocorriam, passaram a chamar de “MAÇAYÓ” ou “MAÇAI-O-K”, que significa “O QUE TAPA O ALAGADIÇO”. E assim surgiu o nome de “MACEIÓ”. A cidade teve sua origem em um antigo engenho de açúcar, por volta do Século XVIII. Seu desenvolvimento começou com a chegada de navios que levavam madeira da enseada de Jaraguá. Com o surgimento dos engenhos, Maceió passou a exportar açúcar, depois fumo, coco, couro e algumas especiarias.

A prosperidade fez com que em 05 de dezembro de 1815, o povoado se tornasse vila. Graças ao seu crescimento, em 09 de dezembro de 1839, Maceió já era a capital da Província das Alagoas.

Associação Comercial de Maceió - AL

Fundada em 22 de julho de 1866, pelo comerciante José Joaquim de Oliveira o Palácio do Comercio, como ficou conhecida, é um dos grandes marcos da história cultural da cidade de Maceió.
Sua história é um capítulo á parte. Durante muitos anos, o edifício sobreviveu heroicamente, entre a glória e o abandono, produzindo uma história muito particular sobre sua origem, construção e acervo.
Sua sede esteve instalada no Centro da Capital da Província até os idos de 1869, quando foi transferida para o bairro de Jaraguá.
O atual prédio, inaugurado em 16 de junho de 1928, encanta por sua imponência e magnitude. Um pórtico monumental de arquitetura neoclássica, cuja suntuosidade se faz através do apoio de quatro colunas greco-romanas, que deixam à mostra as três portas principais, arqueadas, ricamente decoradas, tanto na madeira quanto nos complementos em ferro, permitindo o acesso ao hall de entrada. A partir daí contempla-se a magnitude do grande salão, onde cada espaço, cada porta e janela se harmonizam num ritmo próprio e formal do estilo. As duas escadarias laterais, com corrimão de balaústres contínuos levam o visitante ao terceiro pavimento onde ficam o auditório e o salão nobre, com sua mobília da mesma época. O edifício tem três m2 de área construída, dividido em três pavimentos, onde o térreo serve apenas de plataforma para realçar toda a estrutura.

Maceió
Após a sua restauração em 1999, o Palácio do Comércio, cujo acervo retrata a história da vida econômica da cidade, passa a desenvolver uma série de atividade culturais, sendo destinados uma área de 1002,80 m2, para este fim.Além de um auditório com capacidade para 240 lugares, onde regularmente são realizados eventos de várias ordens, o edifício dispõe, ainda de:

- Biblioteca – com 4 mil volumes;
- Sala de Treinamento e vídeo – auditório para 50 lugares;
- Escritório – Museu – com exposição permanente de móveis antigos, objetos, livros, fotografias, contando a história da entidade, que serve de base para a formação de acervo para a criação do Museu do Comércio de Alagoas;
- Salas de exposição de longa duração – onde acontecem exposições permanentes;
- Salas de exposição de curta duração
- Espaço das Artes – destinado a exposições de artes plásticas e fotografia;
- Livraria e Café do Palácio – que em convênio com a Universidade Federal de Alagoas, mantém uma livraria com livros de sua editora e de outras editoras universitárias do país.

Berço da história política, econômica e cultural de Alagoas, nos seus 138 anos, a Associação Comercial de Maceió, edificada para ser um local propício à troca de idéias pelos homens de negócios, continua sendo uma das principais fontes de pesquisa sobre o desenvolvimento do Estado.
Muitos são os motivos que fazem desta instituição um manancial da história e da cultura de Maceió.

Está localizado na Rua Sá e Albuquerque, com horário para visitação de segunda a quinta-feira das 08h00 às 12h00 e das 14h00 às 18h00, e sexta-feira das 08h00 às 12h00 e das 13h00 às 17h00.

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